
Hoje sou papel em branco, impotente diante do que venham a me escrever.
Hoje sou escuridão, esperando para amanhecer Sol.
Ela gritou. Eu revidei. Silêncio.
Tirei a aliança e deixei de lado. Já não havia mais o elo que ela representava. Aliás já não havia mais nada. É estranho quando acaba o amor. Pior ainda quando o amor não acaba.
Mas a gente começa assim: tira a aliança, apaga as mensagens do celular, os e-mails, e se estiver com raiva rasga os cartões, os bilhetinhos, as fotos...
Mas não bastava arrancar a aliança do dedo. Eu precisava arrancar o amor do peito, as lembranças, o cheiro na pele, o gosto do beijo, cada impressão.
E aí a gente vai em frente, continua andando. Olha pra trás e já não vê mais. Ilusão. Apenas viramos a esquina.
E aquele silêncio do fim parece que se perpetua. Vira vazio. Um vazio que preenche, um nada que incomoda. E fica ali...
E a gente vai ficando, se deixando. Até que um dia acorda e não sente mais.
Levanta da cama, abre as janelas e um sorriso.
Sai pra comemorar, cruza um olhar...
E começa tudo de novo....